Noelia Sirlene - Moda & Marketing - Itabuna

Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Mãos exigem cuidados especiais


O dorso das mãos tem a pele fina, delicada e com pouca quantidade de glândulas sebáceas, o que as tornam mais sensíveis à desidratação

A busca pelo corpo perfeito e pelo rejuvenescimento cresce a cada dia, mas muitas pessoas cuidam somente da aparência do rosto e do corpo, esquecendo de regiões que acabam realmente revelando a idade, como as mãos.

"O dorso das mãos tem a pele fina, delicada e com pouca quantidade de glândulas sebáceas, o que as tornam mais sensíveis à desidratação", afirma a doutora Luciane Scattone, dermatologista e membro da American Academy of Dermatology, da International Socity for Dermatology e da Sociedade Brasileira de Laser.

As mãos são freqüentemente vítimas de mudanças bruscas de temperatura e de agentes agressores que podem afetar sua maciez.
Ao contrário de outras partes do corpo as mãos não podem contar com uma cirurgia plástica para reparar a ação do tempo, por isso cuidados diários são necessários.

O uso de hidratantes pode auxiliar no combate ao ressecamento da pele, mas infelizmente isso não impede que agentes como o envelhecimento cronológico, ação do sol e outros componentes químicos que estamos em constante contato não provoquem o aparecimento de manchas e o aspecto ressecado.

Segundo a dermatologista Luciane Scattone existem diversos tratamentos estéticos que são realizados com o intuito de minimizar manchas, rugas e flacidez.
No tratamento de peeling é realizada uma esfoliação para renovar a pele, amenizando as manchas e melhorando a textura. Já no tratamento com laser um feixe de luz com comprimento de onda atravessa a pele e clareia as manchas.

Outra alternativa que a dermatologista indica é a despigmentação, onde se utiliza creme a base de ácido retinóico, responsável pela descamação da pele, hidroquinona e kójico, ácidos que auxiliam no clareamento das manchas ou ainda outra alternativa é o uso de spray de nitrogênio líquido que aplicado sobre as manchas destrói os pigmentos.

Com os avanços tecnológicos, muitas são as alternativas encontradas para acabar com esse tipo de problema.
A cirurgiã plástica Loriti Breuel, atualmente aproveita a gordura retirada na lipoaspiração e realiza o enxerto de gordura em pequenas partes do corpo, como nas mãos. "É possível fazer enxertos em regiões pequenas ou grandes do corpo e como a gordura é do próprio paciente não há risco de rejeição", afirma a cirurgiã que é pioneira na estocagem de gordura e especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

De qualquer forma vale lembrar da importância de continuar utillizando cremes hidratantes freqüentemente para manter a umidade normal da pele, filtro solar e o uso habitual de luvas para realizar tarefas domésticas.

O batom ideal para sua pele

O culto aos lábios sensuais está mesmo em alta, tanto que duas musas do momento, Daniela Cicarelli e Alinne Moraes exibem bocas carnudas e pra lá de charmosas. A busca por lábios em evidência já colocou muita gente atrás de preenchedores para ganhar volume. Mas será que as mulheres acertam na hora do ritual básico de passar batom?

Não se trata de ensinar a missa ao vigário, tampouco dar aulas de como aplicar o batom na sua boca. A idéia é ajudá-la na escolha certa de cores que ressaltem o seu tom de pele e que ajudem a valorizar o visual. "A pele pode ser quente ou fria e, se a mulher escolher o tom que combine com ela, ganha uma aparência harmoniosa e destacada", ensina o artista plástico e visagista, Phillip Hallawell, autor do livro Visagismo, da Editora Senac.

Sabendo disso, o primeiro passo para desvendarmos as cores que ficam bem nos seus lábios é fazer o teste para determinar qual é a "temperatura" da sua pele. Outro jeito fácil de descobrir se a pele é quente ou fria, é compará-la com alguma jóia dourada ou prateada. Se ela se destacar mais com o prateado, trata-se de uma pele fria. Se ficar mais viçosa com o dourado, é quente.

As peles frias ficam bem com rosa, pink, chocolate e vinho. As quentes, que são mais comuns à maioria das brasileiras e caem bem com tons em dourado, laranja, marrom e vermelho. Na dúvida, saiba que as peles frias pedem sempre um fundo azul e, as quentes, um fundo vermelho.

O dourado é uma boa opção para as brasileiras de pele quente.

O laranja, em diversas tonalidades, também cai bem em pessoas com a pele quente. Tome cuidado para não usar um tom muito claro se você tem a pele morena ou negra.


O marrom
é uma das cores mais usadas no Brasil. Ele cai bem em peles quentes. Se puxar para o chocolate, fica melhor em peles frias.




O pink, claro ou escuro, vai bem em peles claras e frias. Em peles frias morenas ou negras, fica muito evidente e pode deixar o visual grosseiro, tome cuidado!



O rosa
é um trunfo para as peles frias. O ideal é que ele fique parecido com o tom dos lábios para ganhar ainda mais charme.


Este tom de vermelho pode ser usado por mulheres com pele fria. Fique atenta à nuance da cor.





Já este tom de vermelho, fica bem melhor em mulheres com a pele quente.





Um misto de laranja e vermelho. Tom ideal para as peles quentes.


O vinho ou tons de ameixa deixam as peles frias superdestacadas.

Fonte: Consultoria: Phillip Hallawell, visagista e artista plástico Redação Terra

Cortes que Valorizam os Crespos


Um bom corte de cabelos pode valorizar mais nosso visual, além de ajudar na solução da queixa maior dos cabelos étnicos, o volume.

O formato do rosto deve ser levado em consideração, assim como a espessura dos fios, que podem ser finos ou grossos e, por esse motivo, aquele corte da revista que você achou lindo pode não ser o ideal para você.

Cabelos muito crespos não devem ter corte reto, pois o volume poderá se concentrar nas pontas.

Os cortes em dégradé e os repicados leves são os mais indicados. Cabelos crespos também ganham menos volume se forem abaixo dos ombros. Isso dá peso aos fios, tornando-os menos volumosos.

Corte carré, com efeito desalinhado, funciona bem e pode lhe dar um visual despojado.

Alguns profissionais preferem cortar cabelos crespos, ou muito crespos, com os fios secos; outros já defendem que a preferência é por fios molhados. Franja em cabelos crespos é algo delicado, e que está voltando com força total. Nesse caso, é necessário ter cuidado e usar o bom senso; uma franja falsa poderia ser uma solução.

Tesoura é a melhor opção para cortar cabelos crespos, inclusive para desfiar ou repicar os fios. Cuidado ... cabelos muito desbastados perdem peso e podem enrolar mais.

Não acertar o corte dos cabelos pode ser uma péssima experiência. Procure orientação sobre o corte que melhor combina com você e, se o corte sair errado ou você não gostar, lembre-se de que a melhor maneira é esperar o cabelo crescer novamente. Tentar concertar pode não dar certo e será mais um erro. Pense nisso!

Fonte:http://www.cabeloslindos.com.br

Leveza no olhar


Durante um longo período o visual "clean" foi o máximo do glamour. Agora para a próxima estação, o que está em voga são as cores. A maquiagem primavera-verão será colorida e sombras em tons de azul e lilás estão com tudo nessa temporada.

O estilo high tech, muito usado nos anos 80 é a nova sensação do momento, e é daí que vem a referência. De acordo com Fernando Torquato, a maquiagem nos olhos está mais alegre e graças à tecnologia da cosmética, hoje as sombras têm uma textura mais suave e transparente favorecendo essa brincadeira que dá uma incrível leveza ao olhar. Ele conta que antes elas eram de cores marcantes e tinham texturas medonhas, muito fortes e acentuadas, quem passasse um pouco a mais ficava parecendo que estava usando óculos, comentou o maquiador em entrevista no GNT Fashion.

Ainda falando em tecnologia cosmética, a partir de agora surgirá uma nova gama de cores e texturas, como o cinza rosado que, aos poucos, substituirá a cor preta no lápis para os olhos. "Essa pigmentação especial é resultado do mesmo conceito tecnológico desenvolvido para as cores da indústria automobilística, que tradicionalmente já usa uma cor sobreposta à outra para promover um efeito de "cintilância".

Para aderir essa moda e estar impecável, seja durante o dia ou à noite, não é preciso usar de malabarismos. Basta ter bom senso, ensina Marcos Costa, maquiador oficial da Natura. O segredo está na composição de um make up na medida certa - nem pálido, nem carregado demais - levando em consideração o estilo pessoal de cada mulher e o ambiente em que ela estará.

Sábado, 29 de Novembro de 2008

As velas de Shabat

As velas de Shabat

Texto da Coleção "Nossa Herança" Editora Chabad

"A Vela de D’us é a alma humana."

Disse D’us: "Minha Vela (a Torá ) está na tua mão e a tua vela (a alma) está na Minha Mão; portanto, guarde a Minha Vela para que Eu guarde a tua vela."

Algo extraordinário acontece cada vez que você acende as velas em homenagem ao Shabat… você se sente vinculada a seu povo. É um costume que advém desde os tempos bíblicos. A Matriarca Sara acendeu uma lamparina que ardeu miraculosamente de Shabat a Shabat; a Matriarca Rivca recitou a bênção sobre a mesma lamparina, desde seus três anos de idade. É esta tradição de 3700 anos que as mulheres judias observam, ao saudar a chegada da Rainha Shabat, trazendo mais luz ao mundo.

Que este ato possa iluminar e inspirar uma futura paz eterna para o mundo e para todo o povo de Israel.

O dia que serve como fonte de bênção, uma preparação e inspiração para os seis dias de trabalho da semana, é naturalmente o Shabat. Desde que a base da vida judaica é a vida do lar; e o alicerce do lar é a mulher, é bem apropriado que a inauguração do Shabat tenha sido entregue em suas mãos, pelo acender das velas que introduzem no ambiente da casa a santidade do Shabat.

Luz versus escuridão

Que resposta deu o povo judeu às adversidades no transcurso da História?

Os Salmos descrevem a reação ao cativeiro da Babilônia com as palavras poéticas: "Nas margens dos rios da Babilônia sentamos e choramos ao recordar Tsiyon. " Mas, esta descrição é interpretada pela maioria das pessoas errôneamente, pois as grandes academias de estudo e as elevadas conquistas filosóficas alcançadas na Babilônia não chegaram a ser superadas nem mesmo em épocas de prosperidade. Assim sendo não apenas houve choros nessa terra estranha, mas também foi criada uma obra monumental, o Talmud Babilônico.

Este cenário repetiu-se diversas vezes durante a história. Quanto maior era o problema, mais intensa era a reação espiritual que provocava.

Visitando uma boa biblioteca judaica pode-se tomar cada obra clássica e classificá-la segundo o período de obscuridade a que pertencia; pois oportunamente, ela serviu para iluminar as trevas da época.

Esta então é a resposta judaica: lutar contra a escuridão com a arma mais efetiva: a luz. Pois "Uma pequena luz afasta muitas trevas."

O LubavitcherRebe, Rabi Menachem Mendel Schnersohn incentivou esta gloriosa corrente, guiando sua geração com paciência e perseverança para que enfrentasse os desafios da nossa o que deu início a uma série de campanhas, entre as quais o acendimento das velas de Shabat (além da colocação de tefilin, mezuzá, etc) a fim de atingir o bem sucedido método de acréscimo no campo espiritual.

Quando no mundo aumentam a corrupção e a indiferença, nós, como judeus, respondemos, intensificando nossa fé e compromisso com D’us. A mitsvá (preceito) na qual este aspecto está enfatizado é a do acender das velas de Shabat. O Lubavitcher Rebe disse: "Estando o mundo tão submerso na obscuridade e confusão, é imperativo que a mulher judia o ilumine com esta sagrada luz."

Antigamente

O primeiro Shabat trouxe ao Universo uma atmosfera de repouso e santidade, a qual reaparece no mundo (e em cada ser) semanalmente por meio das velas de Shabat. O ato do acendimento das velas está intimamente relacionado com as Matriarcas. Enquanto Sara viveu, suas velas de Shabat milagrosamente ardiam de uma sexta-feira até a seguinte e outros milagres ocorriam: sempre havia uma bênção na massa do pão e uma nuvem Divina pairava continuamente sobre sua tenda.

Com o seu falecimento, tudo isto cessou. "E Yitschac a trouxe para dentro da tenda de sua mãe Sara e ele a tomou e ela (Rivca) se tornou sua mulher; e ele a amou e consolou-se da morte de sua mãe"(Gênesis XXIV:67). Rashi comenta: "E ele a trouxe para a tenda e ela era como Sara, sua mãe! Pois, enquanto Sara viveu suas luzes de Shabat miraculosamente ardiam na tenda de uma sexta-feira até a seguinte, sempre havia uma bênção (aumento milagroso) na massa do pão e uma nuvem Divina pairava continuamente sobre a tenda. Desde a sua morte, tudo isso cessou.

Porém quando Rivca veio, reapareceu de novo." Yitschac viu o reaparecimento dos milagres por mérito de Rivca e foi então que decidiu tomá-la como esposa. Obviamente, nossa mãe Rivca acendia as velas de Shabat mesmo antes de se casar.

Comentam nossos sábios que naquele tempo Rivca tinha somente três anos de idade! É verdade que era muito mais madura, intelectual e fisicamente do que uma menina comum daquela idade. Mas isto não alterava o seu status na perspectiva da lei da Torá, halachicamente, ela era considerada menor. Porém fazia absoluta questão de acender suas próprias velas.

Para nós a diretriz é clara. Não só as meninas solteiras acima da idade de Bat-Mitsvá (de doze anos para cima) devem acender as velas do Shabat, mas também meninas pequenas, a partir dos três anos de idade, devem ser educadas e treinadas na mitsvá de Nerot Shabat — mesmo quando a mãe ou outro membro adulto da casa já esteja acendendo as velas.

Em nossos dias

Num recinto mal-iluminado, uma só lâmpada a mais pode acrescentar luz suficiente; mas quando um lugar está em total escuridão, mais luzes se tornam necessárias. Em gerações passadas, nossos lares estavam repletos de luzes da Torá. Idéias estranhas "da rua" não penetravam e mesmo o mundo exterior não era tão escuro. Mas na licenciosa sociedade de hoje, prevalece um tenebroso negrume moral e idéias estranhas encontraram o caminho para introduzir-se dentro do lar judaico. A reação deve ser o aumento de intensidade na iluminação daTorá.

Toda mulher ou moça judia é chamada "uma filha de Sara, Rivca, Rachel e Léa". Toda menina herda esse poder maravilhoso de iluminar o mundo e seu lar com o acendimento das velas de Shabat. É verdade que a luz que Sara e Rivca acendiam durava milagrosamente e emitia um brilho visível durante a semana toda; mas, espiritualmente, o efeito das crianças acendendo velas hoje é o mesmo.

Assim que a menina já consegue compreender a idéia de Shabat e dizer a benção (com cerca de três anos) seus pais devem presenteá-la com um castiçal e ensiná-la a acender uma vela a cada Shabat. Ela deve acender a sua vela antes da mãe, para que ela possa ajudá-la, se necessário. A menina também pode ser encorajada a colocar algumas moedas na caixinha de Tsedacá, antes de acender a vela, o que ensina a virtude de repartir.

Neste momento, com a família reunida, a mulher oferece uma oração silenciosa ou verbal por seu marido e filhos.

É verdade que a luz que Sara e Rivca acendiam, durava fisicamente e emitia um brilho visível durante a semana toda; mas o efeito interior das crianças de hoje acendendo as velas de Shabat é o mesmo. Embora não possamos vê-lo com os nossos olhos de carne e osso, as velas de Shabat acesas pela pequenina filha judia de nossa época enchem o lar de luz espiritualmente durante a semana inteira.

Um momento oportuno

A hora do acendimento das velas sempre foi um momento muito especial. Através das gerações, a mulher judia elegeu este momento para recitar uma oração pessoal, pedindo saúde, bem-estar físico e espiritual para sua família.

Que luz guiou a sua intuição ao relacionar os pedidos e preces com este momento? O grande cabalista Rabi Yitschac Lúria, conhecido como Arizal, escreveu que as preces da mulher são singularmente bem recebidas por D’us, nesta hora especial.

Novamente compreendemos porque as mulheres piedosas de todas as épocas, cuidaram tão escrupulosamente desta mitsvá. Seus candelabros lhes eram mais preciosos que as jóias e se asseguravam de preparar-se em tempo para a hora de receber o Shabat: a casa estava impecável, os alimentos de Shabat antecipadamente prontos, a mesa arrumada com belos talheres e louças e toda a família vestida com suas melhores roupas. Cada aspecto colaborava para que a luminosidade do Shabat fosse perfeita. Este brilho que iluminou os lares judaicos de semana a semana através dos anos, continua perpetuando e recordando-nos a futura Redenção, como expressaram nossos sábios: "Se cuidarem do acender das velas de Shabat , terão o mérito de ver as luzes de Tsiyon na Redenção do povo judeu."

O motivo das duas velas

Cada Mitsvá da Torá é comparada a uma vela: "Ki Ner Mitsvá Vetorá Or" ("Uma Mitsvá é uma vela e a Torá é luz"). Cada Mitsvá cria uma luz espiritual e a luz, ou sua chama, elevando-se, aproxima a pessoa da Divindade. A chama é comparada à alma; da mesma forma que uma chama sempre direciona-se para cima, a alma quer conectar-se com D’us.

Esta mensagem de luz, símbolo universal de claridade, visão, conhecimento e verdade, encontra-se intimamente ligada à mensagem do Shabat. O primeiro Shabat trouxe ao universo uma atmosfera de repouso e santidade, que reaparece no mundo e em cada ser semanalmente no momento de acender as velas, quando a mulher traz o Shabat para dentro de seu lar.

No mínimo duas velas são acesas correspondendo às duas expressões "Zachor" e "Shamor" que são mencionadas nos Dez Mandamentos.

"Zachor" - "Recorda o dia de Shabat para santificá-lo" (Êxodo XX:8), refere-se à observância do Shabat como acender as velas, o recitar do Kidush (a santificação com o vinho), a refeição festiva, vestir-se com roupas especiais, orar, ouvir a leitura da Torá na sinagoga, aprender e discutir passagens da Torá.

"Shamor" - "Guarda o dia de Shabat para santificá-lo" (Deut. V:12), refere-se a abster-se de qualquer categoria de trabalho (Melachá) inadequado a este dia especial.

As luzes simbolizam alegria e serenidade que distinguem o Shabat.

A mitsvá é cumprida acendendo velas somente num ambiente, de preferência no local da refeição, uma vez que a principal mitsvá das velas é iluminar a mesa, para que haja prazer e alegria. Também há uma grande segulá em observar as velas acesas na hora de recitar o kidush.

Shamor implica em privar-se das atividades proibidas, enquanto que Zachor recorda o cumprimento dos nobres costumes de Shabat : o acendimento das velas, o Kidush, a comida especial, as roupas elegantes em honra ao sétimo dia, as preces e o estudo da Torá. Ao observar estes preceitos, obtemos uma verdadeira elevação espiritual.

A mulher: luz e alicerce do lar

Superficialmente, a razão porque a mitsvá de Shabat eYom Tov foi entregue à mulher é para "trazer de volta" a luz que Chava (Eva) diminuiu ao afetar adversamente a "luz do mundo" incorporada em Adam. Entretanto, o Zôhar explica que o significado interior, o motivo profundo porque foi confiada à mulher essa mitsvá vital, é devido ao seu valor precioso. A prerrogativa do acender das velas de Shabat é uma insígnia de honra para a mulher, indicando que o Onipotente a escolheu, deu a ela o mérito e a investiu com os poderes de… "dar à luz e criar filhos imbuídos de santidade que serão uma luz para o mundo," que o iluminarão ao incorporarem a luz da Torá e das mitsvot em sua vida cotidiana.

…"aumentar a paz na terra," intensificar e avolumar a paz e a felicidade no mundo inteiro, a partir de Shalom Bayit, a tranqüilidade e paz no lar, resultantes das luzes de Shabat. e…"garantir à sua família longos dias;" por meio das velas de Shabat que ela acende, se torna merecedora da bênção de anos prolongados, plenos de bondade e vitalidade para si mesma, para seu marido, seus filhos e filhos dos seus filhos.

O acendimento das velas

• O momento indicado de acender as velas de Shabat é 20 minutos antes do pôr-do-sol (em certas comunidades, 18 minutos).

• É proibido acender as velas depois deste horário, pois fazê-lo seria profanar o Shabat. Portanto, caso a pessoa esteja ausente ou tenha esquecido, não deverá acendê-las nesta semana.

• Observar o horário do pôr-do-sol que varia de cidade para cidade. Verifique o horário correto de sua localidade acessando o seguinte link de nosso site: acendimento das velas

• Acendem-se as velas toda sexta-feira em honra ao Shabat e na véspera das seguintes Festas judaicas: dois dias de Rosh Hashaná, Yom Kipur, os dois primeiros dias de Sucot, Shemini Atseret, Simchat Torá, os dois primeiros e os dois últimos dias de Pêssach, e os dois dias de Shavuot.

• Ao acender as velas de Yom Tov, após seu início, uma chama pré-existente deve ser utilizada, uma vez que em Yom Tov é proibido criar um fogo novo (riscar um fósforo, acender um isqueiro ou ativar um acendedor automático); entretanto, é permitido transferir o fogo a partir de uma chama continuamente acesa desde antes do princípio da festa. As velas de Yom Tov (quando a Festa não coincidir com sexta-feira à noite) devem, à princípio, ser acesas no horário; porém podem ser acesas após o pôr-do-sol a partir de uma chama pré-existente.

• Quando Yom Tov coincide com sexta-feira à noite, obrigatoriamente as velas devem ser acesas antes do horário indicado, igual às velas de Shabat.

• Se a primeira noite de Yom Tov cair em motsaê Shabat (sábado à noite) e sempre na segunda noite de Yom Tov, as velas devem ser acesas apenas após o completo anoitecer, respeitando as leis de Yom Tov.

• As velas da segunda noite de Yom Tov (quando não coincide com sexta-feira à noite) devem ser acesas, obrigatoriamente, após o pôr-do-sol. Neste caso é usado somente fogo de uma chama pré-existente.

Local apropriado para o acendimento

• As velas devem ser colocadas no recinto onde a família faz a refeição de Shabat, para evidenciar que foram acesas em sua honra. Elas não devem ser acesas em um lugar e depois transportadas para outro.

• As velas devem ter um tamanho mínimo que permita estarem acesas pelo menos até o final da refeição de Shabat.

• Após acesas as velas, é proibido mover os candelabros até o final do Shabat; esta é a razão pela qual a maioria das mulheres prefere acendê-las próxima à mesa, mas sob um balcão, mesa auxiliar, aparador, etc.

• Antes de acender as velas na véspera de Shabat (para quem as acende sobre a mesa), é conveniente colocar sobre esta mesa as chalot (pães de Shabat).

Quem acende as velas

• Esta obrigação recai principalmente sobre a mulher. Ela deve acender as velas com alegria, pois pelo mérito desta mitsvá terá filhos iluminados pela Torá e tementes a D'us, o que trará paz ao mundo, e proporcionará a seu marido vida longa.

• Se o homem vive só, deve acender as velas pronunciando a devida benção.

• Há um costume citado no Talmud, que o marido também pode participar desta importante mitsvá, auxiliando na preparação das velas, queimando antes os pavios, facilitando seu acendimento posterior. Porém, no dia de Yom Tov isto não pode ser feito, uma vez que não é permitido apagar as velas.

• Caso haja várias mulheres na casa, cada uma delas deve acender suas próprias velas no mesmo local e recitar a bênção devida, desde que o façam em candelabros separados..

• Como já mencionado acima, meninas com mais de 3 anos também devem acender uma vela.

Número de velas

• As mulheres casadas devem acender pelo menos duas velas referentes a "zachor" (lembra) e "shamor" (guarda) – as duas expressões usadas por D'us ao proclamar a santidade do Shabat nos Dez Mandamentos.

• Em algumas comunidades costuma-se acender uma vela a mais para cada filho. Por exemplo, uma mãe com três filhos acenderá cinco velas. Uma das razões deste costume é que a luz simboliza a neshamá (alma) e para cada alma acrescenta-se uma nova chama.

• Meninas e moças solteiras devem acender uma só vela.

O procedimento e costumes

• Acende(m)-se a(s) vela(s). Solta-se o fósforo aceso para que se apague sozinho (uma vez que o Shabat já foi recebido): o palito não é jogado e sim depositado cuidadosamente para que se extinga por si só.

• Em Yom Tov também não é permitido grudar as velas, esquentando a cera na base. As velas podem ser encaixadas com ajuda de pedaços de papel-alumínio, cortados na véspera.

• Logo em seguida cobrem-se os olhos com ambas as mãos para não fitá-las.

• Recita-se a benção.

• Descobrem-se os olhos e ao ver a chama, desfruta-se do brilho e do calor das velas.

• Este procedimento deve ser seguido tanto com as velas de Shabat quanto com as de Yom Tov.

• Se uma vela se apagar não é permitido reacendê-la no Shabat. Deve-se reacendê-la após o completo término de Shabat e/ou Yom Tov.

• A razão pela qual a benção deve ser dita depois e não antes do acender das velas é que se a oração fôr pronunciada antes, parecerá que a mulher já "inaugurou" o Shabat. Neste caso não lhe seria permitido acender as velas, uma vez que é proibido acender fogo no Shabat.

• Ao acender a(s) vela(s), faz-se um movimento circular com as mãos em volta das velas, e em seguida cobrem-se os olhos com as mãos. Recita-se a bênção. Descobrem-se os olhos e mira-se as chamas.

• Refletimos sobre a alegria em receber o Shabat e agradecemos por todas as bênçãos e pelo mérito de podermos cumprir a vontade do Criador.

• A mulher (ou menina) acende as velas e estende as mãos sobre elas num movimento circular em direção a si mesma por três vezes para indicar a aceitação da santidade do Shabat. Em seguida, cobre os olhos com as mãos, recita a bênção abaixo e então descobre os olhos para fitar as luzes. A bênção na véspera de Shabat

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat côdesh.

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo,que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela do santo Shabat.As bênçãos na véspera de Yom Tov

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov (coincidindo com a véspera de Shabat, termina-se: lehadlic ner shel Shabat veshel Yom Tov).

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender a vela de Yom Tov (coincidindo com a véspera de Shabat, termina-se: acender a vela de Shabat e de Yom Tov).

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, she- he-cheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.

Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Perguntas mais freqüentes

Quem acende as velas de Shabat?
Uma mulher casada geralmente acende velas em nome de toda a família, a menos que por algum motivo seja incapaz de fazê-lo. Nesse caso o marido, ou um dos filhos mais velhos, pode acender.
Mulheres e homens solteiros acendem suas próprias velas, caso a mãe não acenda por eles. Um convidado na casa de alguém pode ser incluído no acendimento da anfitriã.

Quantas velas devem ser acesas?
Há costumes diferentes. Algumas pessoas acendem uma vela enquanto são solteiras, depois duas quando se casam. Há o costume de se acrescentar uma vela a mais para cada filho que nasce, além das duas. O costume mais comum é acender duas velas, uma para "lembrar" o Shabat e uma para "guardar" o Shabat. Conforme o costume Chabad instituido pelo Rebe, é um bom costume meninas a partir dos três anos ter sua prórpia vela acessa antes do Shabat e Yom Tov.

E se não estivermos em casa para o jantar da sexta-feira?
Acenda suas velas em casa se for voltar para dormir lá, desde que elas ainda estejam ardendo quando você chegar. Caso contrário, acenda suas velas em casa e fique até depois de escurecer, antes de sair para jantar fora.
(Se você teme deixar as velas acesas sem supervisão, simplesmente acenda-as em um local seguro, dentro de uma pia forrada com alumínio e que não será usada durante o Shabat!)

E se eu não chegar em casa a tempo de acender as velas antes do pôr-do-sol?
Algumas pessoas podem pensar que é tão importante acender velas no Shabat que fazê-lo mais tarde é melhor que não fazer. Essa é uma idéia equivocada. É melhor não acender as velas do que transgredir a proibição de fazer fogo no Shabat. Tente programar suas tardes de sexta-feira o melhor possível, para estar em casa na hora de acender as velas.

E durante o horário de verão, quando o acendimento ocorre tão tarde?
É permitido "começar o Shabat mais cedo". Isso é feito simplesmente acendendo as velas, ou por meio de uma aceitação verbal do Shabat. A hora para começar o Shabat mais cedo possível é uma hora e quinze minutos antes do pôr-do-sol. Muitas comunidades fazem isso durante os meses de verão, quando o pôr-do-sol pode ser muito tarde, para que as crianças possam estar à mesa. Os serviços da noite de sexta-feira no verão muitas vezes são feitos em dois turnos; um para aqueles que preferem mais cedo, e um para aqueles que o fazem ao pôr-do-sol.
Tenha em mente que isso não é exatamente "uma hora e quinze" no seu relógio. Isso porque o dia judaico – do nascer ao pôr-do-sol – é dividido em 12 partes iguais. Portanto, não importa se o dia é longo ou curto, cada doze avos é considerado "uma hora". É um pouco complicado. Consulte um rabino sempre que tiver dúvidas.
Lembre-se: Depois que as velas foram acesas, mesmo se for uma hora antes do pôr-do-sol, é considerado como "Shabat" para você em todos os aspectos. (Isso, no entanto, não significa que o Shabat agora pode terminar mais cedo. O Shabat pode começar mais cedo, mas nunca terminar antecipadamente.)

Posso mover os castiçais após acender as velas?
Objetos que não têm utilidade no Shabat não devem ser movidos. Estes objetos estão numa categoria chamada muktzê, que significa "deixado de lado". Como não usamos fósforos, velas, ou qualquer coisa que envolva começar ou extinguir fogo no Shabat, estes itens não são movidos. Portanto, certifique-se de acender em local conveniente para deixar os castiçais por toda a duração do Shabat.

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Curso de Manequim e Modelo Modarte

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

O que é Cabalá?

Cabalá: aquilo que é recebido. Aquilo que não pode ser conhecido apenas através da ciência ou da busca intelectual. Um conhecimento interior que tem sido passado de sábio para aluno desde o despertar dos tempos. Uma disciplina que desperta a consciência sobre a essência das coisas.

Entramos neste mundo e nossos sentidos encontram sua crosta externa. Tocamos a terra com nossos pés, a água e o vento atingem nossa pele, recuamos perante o calor do fogo. Escutamos os sons e ritmos. Vemos formas e cores. Logo começamos a medir, a pesar e a descrever com precisão. Como cientistas, registramos o comportamento dos compostos químicos, das plantas, animais e seres humanos. Nós os gravamos em video-tape, observamos sob o microscópio, criamos modelos matemáticos, enchemos um supercomputador com dados a seu respeito. De nossas observações, aprendemos a domar nosso ambiente com invenções e engenhocas, e então nos damos um tapinha nas costas e dizemos: "Isso mesmo, conseguimos."

Mas nós mesmos, nossa consciência, que está examinando este mundo, residimos em uma camada mais profunda. Eis por que não podemos deixar de perguntar: "E sobre a coisa em si mesma? Aquilo que está lá antes que a medíssemos? O que é matéria, energia, tempo, espaço - e como vieram a ser?

Para explicar nosso mundo sem examinar esta profundeza interior é tão superficial quanto explicar o trabalho de um computador descrevendo as imagens vistas no monitor. Se virmos uma bola movendo-se para cima e para baixo na tela, diríamos que está ricocheteando contra o fundo da tela? Os dispositivos na sua barra de rolagem exercem alguma força sobre a página dentro da tela? A barra do menu tem realmente os menus ocultos atrás dela?

O autor de um software de uso facilitado seguiu regras consistentes para que você possa trabalhar confortavelmente dentro dele. Se for um jogo de alguma complexidade, ele precisou determinar e seguir um grande conjunto de regras. Mas uma descrição destas regras não é uma explicação válida de como isso funciona. Para isso, precisamos ler seu código, examinar o equipamento, e, mais importante - examinar a descrição de seu conceito original. Precisamos vê-lo da maneira que o autor o vê, como evolui passo a passo de um conceito em sua mente através do código que ele escreve, até os pontinhos fosforescentes minúsculos na tela.

O código por trás da realidade, o conceito que instila vida às equações e as torna reais. Homens e mulheres sacrificaram seu alimento, seu conforto, viajaram grandes distâncias e pagaram com sua própria vida para chegar a conhecer estas coisas. Não há uma só cultura neste mundo que não tenha seus ensinamentos para descrevê-las. Nos ensinamentos judaicos, elas são descritas na Cabalá.

Segundo a tradição, as verdades da Cabalá foram conhecidas por Adam (Adão). Aquilo que sua mente apreendeu, nenhuma outra mente pode conceber. Mesmo assim ele foi capaz de transmitir um vislumbre de seu conhecimento a algumas das grandes almas que dele descenderam, como Hanoch e Metushelach. Foram eles os grandes mestres que ensinaram Nôach (Noé), que por sua vez ensinou seus próprios alunos, incluindo Avraham (Abraão). Avraham estudou na academia do filho de Nôach, Shem, e enviou seu filho Yitschac para lá estudar, depois dele. Yitschac por sua vez mandou seu filho Yaacov estudar com Shem e com o bisneto de Shem, Ever.

Adam, Nôach, Avraham - estes foram pais de toda a humanidade. Eis por que você encontrará alusões às verdades que eles ensinaram seja onde for que tenha chegado a cultura humana.

Mesmo assim, a fonte essencial para a Cabalá não é Adam ou Nôach ou mesmo Avraham. É o evento no Monte Sinai, onde a essência primordial do cosmos foi desnudada para que uma nação inteira a contemplasse. Foi uma experiência que deixou uma marca indelével sobre a psique judaica, moldando por completo nossas idéias e nosso comportamento desde então.

No Sinai, a sabedoria interior tornou-se não mais uma questão de intuição ou revelação particular. Era então um fato que havia penetrado em nosso mundo e se tornado parte da história e da experiência dos mortais comuns.

Eis por que a Cabalá não pode ser chamada de filosofia. Uma filosofia é o produto de mentes humanas, algo com que qualquer outra mente humana pode jogar, espremê-la ou esticá-la segundo os ditames de seu próprio intelecto e intuição. Mas Cabalá significa: "que é recebida." Recebida não apenas de um professor, mas do Sinai. Assim que o aluno tenha dominado o caminho deste conhecimento recebido, ele ou ela pode encontrar maneiras de expandi-lo ainda mais, como uma árvore se ramifica a partir de seu tronco. Mas será sempre um crescimento orgânico, jamais tocando a vida e a forma essenciais daquele conhecimento. Os ramos, galhos e folhas irão apenas onde deveriam para aquela árvore em particular - um bordo jamais se tornará um carvalho, e jamais um aluno revelará um segredo que não estivesse oculto nas palavras de seu mestre.

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